Recentemente, foi lançado por lá o site de notícias Atlantico, cuja meta é alcançar 600 mil visitantes únicos. Ele apresenta links para reportagens de outros sites (como faz o Daily Beast). Além de reportagens feitas por dez jornalistas, o site traz contribuições de especialistas e editorialistas. Seus fundadores — Jean-Sébastien Ferjou, Pierre Guyot, Loïc Rouvin e Igor Daguier — detêm 51% do capital do site. Os outros 49% pertencem à Free Minds, uma holding de investidores.
Outro exemplo é o Rue 89, com 1,8 milhão de visitantes mensais, que foi lançado em maio de 2007. Ele foi criado pelos jornalistas Pierre Haski, Laurent Mauriac, Pascal Riché, Arnaud Aubron e Michel Lévy-Provençal, egressos de títulos como “Libération” “Ouest-France” e “La Tribune de l’Économie”.
O Rue 89 aceita colaborações de internautas e pode até abrigar novos blogs, mas todas as colaborações estão sujeitas à análise da equipe. Os colaboradores não recebem pagamento, como ocorre no Huffington Post. Para se financiar, além da publicidade, o Rue 89 criou uma butique, na qual vende camisetas e canecas com temas ligados a acontecimentos contemporâneos.
Textos opinativos on-line refletem contexto histórico Segundo o coordenador do curso de Jornalismo da PUC-Rio, Leonel Aguiar, a disseminação de blogs opinativos cala fundo no continente europeu.
— Se os blogs franceses chamam a atenção do público, isso se deve ao contexto histórico europeu, em que a opinião e a reflexão sempre prevaleceram — pondera. — Mais do que sites noticiosos, os blogs são o lugar para o comentário e a análise.
Para a professora Cristiane Costa, coordenadora do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação da UFRJ, há um movimento da mídia em direção a blogs e redes sociais, que deve ser observado com atenção.
— Os próprios sites noticiosos até se parecem mais com blogs hoje em dia. Procuram usar a agilidade visual dos blogs, enquanto estes, ao mesmo tempo, vêm migrando para dentro de Facebook e Twitter — diz.



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